Se ao menos eu soubesse ao certo porque me irrito. Por que o que as vezes era para ser uma tempestade, torna-se indiferente dentro de mim, mas porque o minimo, de repente se torna uma catastofre? Por que meu coração se abala com o inabalavel e abala com o inabalavel? Por que o mundo as vezes parece ser tão cruel, e por que aqueles a quem depositamos nossas vidas nos traem? Acredito que isso nos mata, não uma morte carnal, mas uma morte espiritual, a alma perde aos poucos o brilho. Pela decepção de ainda ter a inocencia de que um ser humano tem a capacidade de ser perfeito. Repetições, desabafos, tudo preso trancado. Não tem ordem de sincronia para ser lancado e quando lancado, muitas vezes mal interpretado. A dor é realmente algo psicologico, ou ela é real assim como o amor?
Faz muito tempo que deixei de deixar que a minha felicidade dependesse dos outros.
Me pego perguntando: Por que deixei as coisas passarem e o tempo ficar corrido? A ponto de não me sobrar espaço para um dos meus amores. Volto ao meu amor (escrever)
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.
in "Onde estivestes de noite" - 7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro – 1994
Clarice Lispector
in "Onde estivestes de noite" - 7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro – 1994
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