Certa vez, alguém me disse que:
-Ausência as vezes é fuga!
Por medo do desconhecido...Diferente daquele silêncio bom,
compartilhado depois de fazer amor,
onde os corpos estavam colados e as respirações compassadas,
onde os pensamentos vão a mil e ao mesmo tempo não
se pensa em nada.
Mas este silêncio da ausência chega a ser cruel...
Pois através dos teus olhos eu vi sua alma,
e vi as verdades nas suas palavras...
Ou serei eu tão ingênua?
Que não sei diferenciar uma mentira contada olho no olho?
Está espera que nem é tão longa,
mas que ao mesmo tempo parece eterna,
está me corroendo, me fazendo vítima no terreno
que sei andar bem. Minha mente.
Tantos "talvez" (por isto ou por aquilo)...
O pior deles é:
-Talvez, tenha sido apenas um momento bom.
(Que fosse então! Mas se era para ser um único momento,
não precisava de tantas palavras...)
E não entendo por que essa angústia de sentir a ausência de
alguém que a pouco (e agora ainda) é um estranho...
(Agatha, rabisco para o livro "Mundo paralelo")
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