segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O meu tormento.



Cada ser que existe tem medo de alguma coisa, a maioria não conta por que aos ouvidos dos outros parece ser algo irracional, pior ainda, mostra fraqueza. E mesmo todos sabendo dos medos, sabendo que não são super-heróis passam a vida tentando aparentar isto... Já ouvi sobre tantos tipos de medos... Não se pode compara-los! Cada um tem a magnitude que a mente do seu dono impõe.
Acho que de todos o que assombra muita gente é a tal morte... Ela não me assombra, embora não queira partir breve, já nos encontramos uma vez, ela me olhou de frente, não sei exatamente por qual motivo me deixou voltar... Voltei, e com sede de viver, de experimentar a vida, de olhar tudo a minha volta com novos olhos...
Porém também tenho medo... Quando falo parece bobo, mas quando estou de frente para ele é difícil. Meu tormento é a escuridão, ausência de luz, e não falo de cegueira, pois mesmo cego existe a sensibilidade de sentir a luz... A escuridão me apavora, logo eu que adoro contemplar as estrelas e a lua, eu que me perco por horas olhando o céu à noite...
Mas quando encaro a escuridão, total, aquela que não te permite enxergar nada, meu corpo estremece, as vezes sinto como se houvesse alguém me olhando de dentro dela... É um tormento, porém jamais me rendi. Durante a noite, quantas vezes pensei em desistir, achei que iria fracassar, só que... quando chegava bem perto disso acontecer, eu olhava para dentro de mim. Eu enxergava uma luz. Vinha a coragem, respirava fundo, e, acendia a primeira lâmpada, e assim sucessivamente até que chegasse ao ponto que desejava, (banheiro, cozinha). O incrível é que a volta é sempre mais tranquila, não tenho medo de dar as costas para a escuridão... De deixa-la para trás, embora tenha um leve incomodo, não há tormenta.
No fundo acho que o maior medo de todos é justamente o de fracassar, de parecer inútil, incapaz, extremamente vulnerável...
Quando um filho disser que estar com medo não o julgue severamente, seja compreensivo, tente entender, tente ajudar da melhor maneira possível, abrace-o, diga a ele que é normal sentir medo, porém que só cabe a ele deixar o medo crescer ou diminuir, depende do modo como ele encara isto... 
Diga: -Você é capaz de superar. O que te faz sentir melhor com relação a isto?... Mostre que existe apoio, não diga que ele não pode fracassar, porém também não o deixe pensar que pode... 
Diga: - Se precisar de mim e eu puder ajudar ajudarei, porém existem coisas que dependem apenas de você, do seu esforço...
É necessário sentir medo, para que não percamos as rédeas por completo, é necessário enfrentarmos esses medos para nos tornarmos mais fortes, sábios e seguros...

“E lembre-se aquilo que parece não fazer sentido para você, para alguém faz toda diferença.” JB jhess

segunda-feira, 25 de agosto de 2014



Não posso aprisionar as coisas que amo, seria terrível...
Amor não é posse, amor é liberdade!
É deixar voar se for preciso, e esperar para saber se volta para pousar.
É torcer e vibrar, para que dê tudo certo se a escolha de pouso for em outro lugar.
Buscar sentir o perfume da rosa, mas não arrancar.
Um pássaro preso canta por saudades de voar...
A rosa colhida morre mais rápido e perde o perfume.
Não tenho grades, não sou cela.
Tenho um jardim com rosas que plantei para admirar e sentir o perfume, mas não as colho, nunca.
As borboletas veem ajudam as flores e numa troca carinhosa de amizade, ficam enquanto é preciso e se vão quando necessário.
No jardim também existe árvores para que os pássaros venham comer frutas doces, descansar, cantar e quando for preciso é só partir...
Ao fundo todos os dias o sol se despede.
A lua chega com as estrelas e juntas iluminam a noite.
Quando chega a hora vou dormir, tem dias que doe um pouco, pensar que talvez amanhã já não tenha mais meu jardim.
Mas terei sempre a boa lembrança de dias felizes.
Isso alimenta minha alma e alegra meu coração.

Jhess B.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

“A escritura é a destruição de toda voz, de toda origem. A escritura é esse neutro, esse composto, esse oblíquo aonde foge o nosso sujeito, o branco-e-preto onde vem se perder toda a identidade, a começar pelo corpo que escreve.” (Roland Barthes, 1988: 65) 



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eu rasguei meu peito, deixei minha alma florescer e tomar conta de todo meu ser. Não superficialmente, mas de uma forma que todos pudessem ver. JB

A ausente (Vinicius de Moraes)

Rio de Janeiro , 1954 
Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro...
Amiga, última doçura
A tranquilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar...

Chega de Saudade (Vinicius de Moraes)

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse

Porque não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz Não há beleza
É só tristeza e a melancolia

Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai
Mas, se ela voltar

Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos

Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calada assim,

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você longe de mim
Não quero mais esse negócio

De você viver sem mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O silêncio não amigo (JB)



Certa vez, alguém me disse que: -Ausência as vezes é fuga!
Por medo do desconhecido...

Diferente daquele silêncio bom,
compartilhado depois de fazer amor,
onde os corpos estavam colados e as respirações compassadas,
onde os pensamentos vão a mil e ao mesmo tempo não
se pensa em nada.
Mas este silêncio da ausência chega a ser cruel...

Pois através dos teus olhos eu vi sua alma,
e vi as verdades nas suas palavras...

Ou serei eu tão ingênua?
Que não sei diferenciar uma mentira contada olho no olho?

Está espera que nem é tão longa,
mas que ao mesmo tempo parece eterna,
está me corroendo, me fazendo vítima no terreno
que sei andar bem. Minha mente.

Tantos "talvez" (por isto ou por aquilo)...

O pior deles é:
-Talvez, tenha sido apenas um momento bom.

(Que fosse então! Mas se era para ser um único momento,
não precisava de tantas palavras...)

E não entendo por que essa angústia de sentir a ausência de
alguém que a pouco (e agora ainda) é um estranho...



(Agatha, rabisco para o livro "Mundo paralelo")

INTELECTUAL? NÃO. (Clarice Lispector)

Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.
Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
 (2 de novembro de 1968).

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Es tuyo mi cariño, mis ojos, la mi piel…

Hoy el día está nublado e yo no paro de pensar en ti,
Como deseo el tacto de tus manos una vez más.


El olor de tu piel, tus besos y tus miradas profundas.
Te quiero mi cariño, ser entera para ti…


Dejar el sudor de nuestros cuerpos se misturar d

e nuevo.

Besar-te intensamente...


Y otra vez mirar, la alma tuya.

Unirme a ti y dejar que encajen nuestros cuerpos en una unificación perfecta.
Cerro los ojos,  te veo como se estuviese bien acá, a mi lado.


¡Ah! mi cariño, que mal es el tiempo. 

Que roba nuestros momentos. 
Pero es gracias a el que tenemos momentos tan bellos y calientes.

Tu desnudaste mi alma me volviste la inspiración…


JB (Agatha - Mundo paralelo)

Paisagem também é poesia! (JB)





 "Diante desse espetáculo, energizante e hipnótico... Nenhuma palavra teria a magnitude exata para descrever este show."